quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

7. NAMORO SEGURO


Torne o Namoro um Cruzeiro Tranqüilo


Susan W. Tanner
Gostaria de partilhar algumas perspectivas do evangelho sobre três palavras: amizade, namoro e relacionamento físico.
Primeira, a amizade é um princípio do evangelho; é necessária para nosso bem-estar emocional e espiritual. Segunda, a amizade é o alicerce sobre o qual devem ser edificados o namoro e o casamento e pode ser cultivada. E terceira, um relacionamento físico antes do casamento pode transtornar a edificação de um forte alicerce de amizade, mas, depois do casamento, pode realçar essa amizade.

Amizade

Qual é a importância da amizade para vocês? Como traz bênçãos a sua vida? Vocês já sentiram-se sem amigos? É horrível ficar sozinho e sem amigos.A amizade é necessária para o nosso bem-estar — não apenas agradável, mas necessária. Todos sentimos falta dela, é uma necessidade universal.
Isto para mim tornou-se muito claro, quando um dos meus membros da junta geral das Moças fez algumas viagens pessoais nesse último verão. Nessa ocasião, ela conversou com moças em Idaho, Brasil, Mongólia e Rússia. Em cada lugar, perguntou-lhes a respeito de sua vida e compilou suas respostas. Aqui estão algumas das perguntas que fez, juntamente com as respostas mais freqüentes que recebeu para cada uma delas.
Pergunta: O que a faz feliz? Resposta: Os amigos.
Quais são suas maiores preocupações? Os amigos.
O que gosta de fazer em seu tempo livre? Estar com os amigos.
Em que você pensa a maior parte do tempo? Nos amigos.
Por que as moças não vêm à Mutual? Não têm amigos.
Por que as moças ficam menos ativas? Pela pressão dos amigos.
Não é surpreendente? Os amigos são de primordial importância para as jovens do mundo todo. E creio que os rapazes dariam respostas semelhantes. Assim também como muitos adultos, pois todos precisamos de amigos.
Os profetas ensinaram que a amizade é uma parte essencial para guardarmos nossos convênios. Considerem o exemplo do povo de Alma nas Águas de Mórmon. Ali, eles expressaram seu desejo de entrar no rebanho de Deus. Alma perguntou-lhes se estavam dispostos a carregar os fardos uns dos outros, a chorar com os que choram, e consolar os que necessitam de consolo. Isto é, ele lhes perguntou se estavam dispostos a fazer parte do convênio de que agiriam como amigos. Eles bateram palmas de alegria ao participarem desse convênio. E seus corações se entrelaçaram em unidade e amor. Eis um grande exemplo escriturístico de amizade. (Ver Mosias 18.)
Podemos olhar para Jesus Cristo como o maior exemplo de amizade. “Amigo” era o maior cumprimento que Ele podia dar aos Seus discípulos. Ele disse:
“O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.
Vós sereis meus amigos (…)
(…) Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.” (João 15:12–15)
Se a amizade se mostra tão importante nos ensinamentos de nossos profetas e de nosso Salvador, não deveríamos estar nos esforçando para ser grandes amigos cumpridores de convênios? Ser um amigo assim é à semelhança de Cristo; ter amigos assim é celestial. Como santos dos últimos dias, sabemos que a salvação inclui o privilégio de passar a eternidade no lugar em que nosso verdadeiro Amigo, o Salvador, e outros que se tornaram como Ele se encontram. As escrituras dão-nos essa gloriosa promessa: “E que a mesma sociabilidade que existe entre nós, aqui, existirá entre nós lá, só que será acompanhada de glória eterna”. (D&C 130:2)

Namoro

Isto me traz a uma segunda palavra ou relacionamento: namoro. A amizade deve representar um papel chave no namoro e casamento. Vejo a amizade como o alicerce da pirâmide do namoro. Uma pequena história me ajudará a ilustrar esse ponto.
É sobre Isaac e Rebecca. Mas não é um relato bíblico. Trata de nossa filha Rebecca e seu pretendente Isaac. Nossa Rebecca não foi persuadida a casar-se com seu Isaac com tanta facilidade quanto a Rebeca do Velho Testamento. Nem estava disposta a deixar imediatamente seu estilo de vida e sua família para ser parte da vida de outra pessoa.
Nossa Becky estava com 21 anos. Havia-se inscrito para um estágio por meio da Universidade Brigham Young em Moçambique, África. Não estava certa se deveria servir em uma missão, mas pelo menos tinha iniciado a papelada marcando consultas com o dentista e o médico. Estava também pensando em candidatar-se a um programa de mestrado em seu campo. Em resumo, tentava decidir o que fazer na próxima fase de sua vida. Todos nós imaginávamos qual dos três M’s venceria — Moçambique, missão ou mestrado.
Nesse meio tempo, Isaac entrou em atividade e logo ofereceu um outro M para escolha: matrimônio. Ele deveria freqüentar a faculdade de medicina dentro de alguns meses e não queria ir sem a Becky. Mais tarde, contou-nos que também tinha seus três M’s — e esperava que ela escolhesse matrimônio, medicina e, com o tempo, maternidade. “Se não o fizesse”, disse ele, “eu sabia que isso faria com que eu sentisse o quarto M — miserável.”
Becky era uma mulher do século 21. O mundo e suas muitas oportunidades glamurosas estavam à sua disposição, e era-lhe difícil deixar de lado alguns de seus sonhos. O que finalmente a venceu foi a bondade de Isaac e sua gentileza com ela. Ele também tornara as coisas românticas, como enviar-lhe belos ramalhetes, levá-la a lugares agradáveis e assim por diante.
Mas essas coisas por si só não a teriam vencido. O que mais a influenciou foi como ele sempre colocava os sentimentos e necessidades dela acima dos seus. Tinha gestos atenciosos, como os que um amigo faria para outro. Por exemplo, quando soube que a pulseira do relógio dela era muito grande para seu pulso, ele tirou alguns elos da correia, fazendo com que o tamanho ficasse perfeito. Outra vez ela encontrou seu carro limpinho e reluzente, por dentro e por fora, porque ele havia limpado tudo, coisa que ela nem havia pedido. Em outra ocasião, ela encontrou uma pequena lista que ele havia feito, de meios de aperfeiçoar-se, e muitas de suas metas eram direcionadas para servi-la. Essas gentilezas prometiam uma amizade duradoura; expressavam qualidades de caráter que durariam, mesmo quando as belezas físicas se houvessem desvanecido.
Becky entendeu que ele possuía as qualidades que continuariam em meio aos tempos bons e ruins, exatamente as que ela procuraria em um bom amigo. Assim, casou-se com Isaac. E agora ela reflete que estava certa com relação a que suas grandes qualidades seriam uma vantagem para o seu relacionamento. Sente que está casada com seu melhor amigo. E é isso que um casamento deve ser.
A amizade, portanto, deve formar o alicerce do amor romântico — o amor que leva ao namoro e casamento. Da mesma forma, tanto a amizade como o amor romântico só podem tornar-se aquilo que Deus pretende que sejam, quando são baseados em caridade, “o puro amor de Cristo”. (Morôni 7:47) Como aprendemos em Morôni e I Coríntios, a caridade é sofredora, benigna, não é invejosa, e não busca os seus interesses. A caridade leva os casais a se regozijarem na verdade, a crerem, esperarem e perseverarem. Os casais cujo amor se baseia na caridade, desejam o melhor um para o outro. Seu amor é repleto do puro amor de Cristo. Essas são as qualidades que devemos procurar no namoro e no casamento. (Ver I Coríntios 13:4–7; Morôni 7:45.)
Uma das maneiras de se desenvolver um relacionamento forte e amoroso é por meio da comunicação saudável. A comunicação é o caminho pelo qual se inicia e perdura um bom relacionamento. Meus filhos solteiros perguntam-me constantemente como é que as pessoas conseguem casar-se. Parece um misterioso quebra-cabeças. Sei que a história de amor de cada um é diferente. Mas parece haver pelo menos uma coisa em comum na maioria das histórias. É a espontaneidade na comunicação. Muitos casais afirmam: “Simplesmente não conseguíamos parar de falar; eu perdia a noção do tempo quando estávamos conversando; sentia-me tão à vontade conversando, compartilhávamos o mesmo senso de humor, gostávamos de falar sobre nossos interesses e valores semelhantes”.
Foi assim em meu primeiro encontro com meu marido. Durante a noite toda estávamos cercados por pessoas, mas sentíamos como se só nós dois existíssemos. John e eu conversávamos sem parar.
Já ouvi dizer que “o amor é como uma longa conversa”. Acredito nisso. Na realidade, brinco com freqüência com nossos filhos, dizendo que, se algum dia não tiver mais o que falar com o papai, então nosso casamento estará terminado. Não tenho medo de dizer isso, pois gostamos de conversar um com o outro sobre tudo.
Essa comunicação que é tão divertida em uma amizade, também é essencial quando você realmente passa a conhecer o íntimo de uma pessoa. Um relacionamento nunca deve desenvolver-se em namoro, se não consegue ir além de conversas superficiais.
Às vezes procuramos a felicidade em lugares exóticos e o romance no místico, no dinheiro ou charme. Em outras, procuramos apenas pelas aparências. Em vez disso, precisamos de amigos que incorporem os mesmos ideais cristãos. Ao terem encontros, procurem amizades que tenham força duradoura e que possam proporcionar um alicerce firme para o casamento. Depois de haverem estabelecido uma base sólida e virtuosa em seu relacionamento, existe um lugar para a intimidade física — no casamento.

Relacionamento Físico

O relacionamento físico entre um homem e uma mulher pode ser maravilhoso — uma bela bênção. No entanto, se a parte física de um romance se inicia cedo demais ou rápido demais, passa a tomar conta de tudo. Então, será como colocar o carro na frente dos bois. Nossas emoções físicas são poderosas e emocionantes. É assim que devem ser. Mas é exatamente por isso que precisam ser mantidas dentro dos limites até depois do casamento—quando outras partes fundamentais do relacionamento são desenvolvidas.
Ensinamos a nossos filhos alguns princípios que esperamos ter-lhes proporcionado proteção. Tentamos criar algumas frases de efeito para se lembrarem facilmente em ocasiões de perigo e decisão. Permitam-me compartilhar apenas quatro princípios que os protegerá, se deles se lembrarem e os observarem.
  1. 1. 
    1. Evitem os perigos do escuro. Fiquem em locais bem iluminados — literal e figurativamente. Existe sabedoria em deixar-se a luz acesa — na varanda, na sala de visitas, no baile. E há segurança em evitar os locais que representam o espírito de trevas.
  2. 2. 
    2. Cuidado com o perigo do horizontal. Não se deitem juntos ao namorar. Simplesmente não o façam — nem para assistir a um filme, ler um livro ou descansar em um piquenique.
  3. 3. 
    3. Lembrem-se dos perigos do isolamento. Encontrem lugares públicos para estarem a sós. Aprendam a ter suas conversas particulares onde houver outras pessoas. Existe grande segurança em ficar juntos onde possam ser interrompidos facilmente.
  4. 4. 
    4. O recato é uma necessidade. Tudo referente a sua aparência, seu linguajar e seu comportamento deve evidenciar que vocês são um filho ou filha literal de nosso Pai Celestial. Se entendermos verdadeiramente o significado de nosso corpo no plano de nosso Pai, demonstraremos grande respeito por nosso corpo. Quando vocês se vestem e agem com recato, os outros os tratarão com respeito.
Você se protegerá, se ficar com os que também estejam à procura de boas escolhas. Alguém com quem deseja despender o resto de sua vida só desejará as melhores coisas para você. É citado no Para o Vigor da Juventude: “Escolham amigos que partilhem de seus valores, de modo que vocês possam fortalecer e incentivar uns aos outros a viverem padrões elevados. Um verdadeiro amigo os incentivará a ser o melhor possível”. ([2002], p. 12.)
O Senhor planejou que fôssemos um em todos os aspectos. O relacionamento físico no casamento pode ajudar-nos a concretizar nossa união espiritual. Somos feitos um para o outro.
Nosso modelo é a própria primeira história de amor. O Senhor disse que não era bom que Adão estivesse só. Assim, o Senhor criou Eva, para ser “uma ajudadora idônea para ele”. (Gênesis 2:18) O significado dessa escritura é que Eva foi criada para ser uma ajudadora “idônea” para Adão.Idônea significa apta, capaz, competente. Assim, Eva era apta, capaz e competente para ajudá-lo. Depois disso, foi ensinado a Adão que eles deveriam “apegar-se” um ao outro, “e serão ambos uma carne”. (Gênesis 2:24) Estão aqui, portanto, todos os elementos — ser aptos um para o outro primeiramente, e depois complementar com o relacionamento físico depois do casamento.
Sei o que é ter um amigo assim. Meu marido, John, era bondoso, gentil e romântico em nosso namoro. Depois, mesmo quando estava freqüentando a faculdade em tempo integral, trabalhando em tempo integral e com três filhos menores de quatro anos, ele continuava a ser gentil, atencioso e romântico comigo, o que demonstrava ajudando-me em minhas muitas tarefas. Dava banho nas crianças toda noite. Esfregava o chão da cozinha. Era também minha janela para o mundo — mantendo-me a par do que estava acontecendo. Ele nos sustentava. Dava-me incentivo como mãe. Levava as crianças a peças, concertos, acontecimentos de atletismo e auxiliava nos trabalhos que tivessem que escrever. Proporcionava-me momentos de descanso — em passeios ou saídas no fim de semana, levando-me ao templo ou, ocasionalmente, em suas viagens. Quando à noite chego cansada em casa, ele me faz torradas com queijo e outras guloseimas, para que eu não tenha que cozinhar. Ele é minha inspiração e meu editor, quando escrevo ou preparo discursos. Ele ora por mim e dá-me as bênçãos do sacerdócio. Ele auxilia-me de todas as maneiras.
Espero que cada um de nós encontre essa alegria em sua vida por meio do relacionamento com amigos, família e Deus. Preci-samos lembrar-nos de que as amizades profundas são edificadas sobre virtudes cristãs. Essas amizades devem formar uma base sólida sobre a qual o namoro se edifica. E, finalmente, com muito cuidado, o relacionamento físico acentuará essa santa amizade em casamento. Testifico que esses princípios são verdadeiros. Que possamos encontrar alegria nas sagradas sociabilidades que o Senhor nos forneceu.
Adaptado de um discurso de devocional da Universidade Brigham Young—Idaho, feito em 18 de novembro de 2003.

8. AMOR PARA A ETERNIDADE


Amor para a Eternidade


Houve tempo em que, para muitos membros da Igreja, realizar o sonho de um casamento no templo parecia irremediavelmente fora de alcance. Geral-mente os templos estavam tão longe, que pensar seriamente em casar-se em um deles parecia um conto de fadas. Mas com tantos templos construídos, cada vez mais casais podem iniciar sua vida conjugal com as bênçãos de um selamento no templo.
Antes do casamento, no entanto, há o namoro. De que modo esses jovens santos dos últimos dias se conhecem? O que fazem, quando se preparam para ir ao templo?
Seguem-se histórias de jovens que se casaram recentemente no templo. Suas narrativas de onde e como se conheceram, de que modo procuraram realizar um mesmo sonho de casamento no templo, e como sentiram-se felizes em seus esforços, podem servir como inspiração a outros que anseiam por um casamento no templo em seu futuro.
Todas essas histórias têm algo em comum. Primeiro, a maioria dos casais se conheceram em uma atividade da Igreja. E geralmente tiveram que envidar grande esforço para participar dessas atividades. Segundo, determinaram um objetivo de um casamento no templo. Terceiro, levaram uma vida digna e prepararam-se para ir ao templo.

Justin e Tiffany Walker, Estados Unidos

Embora Justin e Tiffany morem atualmente em Utah enquanto completam seus estudos, cresceram a centenas de quilômetros de distância um do outro. Tiffany foi criada em Columbus, Ohio, e a família de Justin morava em Roanoke, Virgínia, lugares com bem poucos membros da Igreja. Provavelmente nem se teriam conhecido, mas ambos decidiram envidar todos os esforços para estudar onde pudessem relacionar-se com outros membros da Igreja. Decidiram matricular-se na Universidade Brigham Young—Idaho. Sentaram-se um ao lado do outro na aula de Geologia. A princípio, Justin, missionário que retornara da Missão Londres Inglaterra Sul, era bem quieto (ele insiste que estava apenas tentando concentrar-se). Logo começaram a conversar animadamente.
Sua amizade cresceu, transformando-se em namoro. Mas, por ficarem separados durante o verão, namoraram por mais de dois anos e meio. Durante esse tempo, Tiffany e Justin descobriram que partilhavam de um desejo firme de se casarem no templo. Diz Tiffany: “Senti o desejo de casar-me no templo ao compreender que havia convênios especiais que não eram feitos em nenhum outro lugar. Sabia que, se me casasse no templo, não haveria nenhum outro lugar que fosse mais apropriado”.

Áries e Lowenna Janssens, Inglaterra

A primeira vez em que Áries e Lowenna se viram foi em um baile dos jovens adultos solteiros. Foi apenas um olhar; nenhum dos dois disse nada. Seis meses depois, Áries e alguns de seus amigos viajaram 120 milhas (190 quilômetros) para a inauguração da casa de um jovem adulto solteiro, na residência de estudantes de Lowenna. Ele diz: “Acho que era a coisa normal a fazer em um local onde os jovens adultos solteiros moram tão longe uns dos outros”.
Ambos se lembraram do baile, e Áries não perdeu tempo, convidando Lowenna e sua irmã para fazer esqui aquático com ele. As moças não foram, porque a distância para buscá-las e voltar era enorme, mas eles continuaram a se ver algumas vezes por mês nos bailes e atividades. Passaram a ser bons amigos. Quando seus sentimentos se intensificaram, começaram a conversar ao telefone.
Narra Lowenna: “Nossos sentimentos eram mais fortes do que havíamos experimentado em outros namoros. Ambos queríamos ser o melhor possível para o outro”.
Áries planejava pedi-la em casamento e, em segredo, comprou uma aliança, enfrentando a assustadora tarefa de pedir a mão dela a seu pai. O casal planejou andar até a uma bonita cachoeira perto de onde Áries passara grande parte da infância. Quando Áries se ajoelhou para procurar a aliança na mochila, Lowenna, pensando que ele queria que as coisas corressem mais devagar, perguntou: “Existe alguma coisa que você queira mudar em nosso relacionamento?”
Áries respondeu: “Sim, na realidade há. Eu gostaria de mudá-lo muito”. Ele mostrou-lhe a caixinha com a aliança.
O casal começou imediatamente a fazer planos. Casaram-se 10 semanas depois, no Templo de Preston Inglaterra, com o avô de Lowenna realizando o selamento.
Nas palavras de Lowenna: “Senti o Espírito realmente forte o dia todo, e valeu como uma apresentação excelente do evangelho a toda a nossa família e amigos não pertencentes à Igreja. Sentíamos que nada era mais importante nesta vida do que nosso casamento eterno. Somos muito gratos pela força que representamos um para o outro durante nosso namoro, o que nos permitiu entrar dignamente na casa de nosso Pai, a fim de fazermos convênios sagrados que até hoje nos orientam em nossa vida de casados”.

Pang King Yeung Dono e Bobo Ka Po, Hong Kong

Logo depois que Ka Po foi batizada, as missionárias incentivaram-na a assistir às aulas do instituto. Eram realizadas na manhã do sábado, e Ka Po se lembrava de como era difícil levantar-se e chegar à aula na hora.
Uma colega telefonava para ela todas as manhãs de sábado e a incentivava. Certo dia, a colega passou a responsabilidade de telefonar para King. Foi esse o início de sua amizade.
Ka Po declara: “As atividades da Igreja ajudaram-nos a nos conhecer melhor”. Seu primeiro encontro foi num ensaio de dança para os jovens adultos solteiros.
Ka Po e King namoraram durante quatro anos. King ajudou Ka Po a compartilhar o evangelho com sua avó e irmão. Então, na noite em que a pediu em casamento, ele foi à escola noturna em que a jovem estudava. Ela acabara de passar por um grande exame e estava exausta, mas sentiu-se maravilhosamente quando ele, dando-lhe uma aliança, pediu-a em casamento.
Casaram-se no Templo de Hong Kong China. Ka Po declara: “Nunca me esquecerei de quando fomos selados no templo. Era tão maravilhoso e surpreendente que pudéssemos estar juntos para a eternidade! Não parava de chorar e, tão emocionada, nem conseguia falar. Sinto amor pelo templo e pela grande bênção de poder freqüentá-lo em nosso próprio país.
Nosso casamento no templo não vai influenciar apenas a nós, mas também a nossos filhos e a seus filhos. É muito importante que tenhamos o mesmo propósito e as mesmas metas na Terra. Amo ao evangelho e ao meu marido eterno”.

Tururarii e Taiana Teturu, Taiti

“Quando tinha 12 anos”, diz Taiana, “meu desejo de casar-me no templo tornou-se cada vez mais firme. Era mais do que um objetivo que precisava alcançar. Queria tornar-me uma pessoa digna de casar-se no templo. Assim, trabalhei nessa direção, especialmente por meio de Meu Progresso Pessoal. Havia muitas pessoas me ajudando — meus pais, minhas líderes das Moças — e muitas atividades da Igreja para ajudar-me a permanecer no caminho certo.”
Tururarii, por outro lado, não foi membro da Igreja na maior parte da vida, pois se batizou aos 25 anos. “Mas, tendo recebido o evangelho”, diz Tururarii, “e aprendendo cada vez mais a respeito das bênçãos, estabeleci imediatamente a meta de casar-me no templo.”
Tururarii e Taiana conheceram-se durante os ensaios do coro para um serão de Páscoa feito pela Igreja. Apresentaram-se com o coro, conheceram-se melhor e começaram a namorar. Mas foi durante uma conferência de jovens adultos solteiros, em uma ilha próxima, que decidiram que deveriam casar-se. Quando voltaram da conferência, falaram com os respectivos bispos e começaram a fazer planos para casar-se no Templo de Papeete Taiti.
Tururarii explica o que trabalhar com o objetivo de um casamento no templo trouxe para sua vida: “Desde que me filiei à Igreja, sempre foi meu objetivo e desejo casar-me no templo. Então, quando conheci Taiana, tornou-se para nós um objetivo conjunto”.

Alexander e Rachel Sarafian, Austrália

Um amigo comum apresentou Alexander e Rachel em uma atividade de jovens adultos solteiros. Mas a primeira conversa dos dois foi numa convenção de jovens adultos solteiros, em Brisbane. Alexander cumprimentou Rachel, quando saíam do salão de refeições. Muitas coisas passavam pela cabeça de Rachel, e ela precisava de alguém com quem conversar. Assim, sentaram-se na grama fora dos edifícios de dormitórios e conversaram.
Alexander prometeu sair com Rachel no aniversário dela, mas, depois do primeiro encontro, ele foi hospitalizado devido a um acidente de motocicleta. Passaram a despender muito tempo juntos. Mas, porque moravam muito longe um do outro, terminaram tudo, indo cada um para o seu lado.
Mais de um ano depois, Alexander comprou outra motocicleta. Certo dia, quando voltava para casa, vindo da Igreja, foi atropelado por um veículo e ficou hospitalizado mais uma vez. A mãe de Rachel soube do acidente e contou para a filha. Rachel decidiu fazer a longa viagem de Brisbane a Sidney, a fim de visitar Alexander.
Alexander conta: “Eu ainda gostava de Rachel, e ela ainda devia gostar de mim já que fizera uma viagem de Brisbane apenas para visitar-me”. O casal já havia falado a respeito de casamento quando namoravam, mas agora Alexander sentiu que havia chegado o tempo de orarem a respeito de se unirem. Rachel ficou atônita com o pedido, mas concordou em orar a respeito.
Alexander já sabia sua resposta. Quando Rachel orou para saber se deveriam casar-se, sentiu que a resposta era sim. Alexander era seu melhor amigo.
Com a perna ainda engessada, Alexander levou Rachel para o mesmo gramado em que conversaram pela primeira vez, e então, enquanto sentados em um banco e olhando para o oceano, pediu-lhe oficialmente que se casasse com ele.
Dentro de três meses, com a ajuda da família e de amigos, Rachel mudou-se para Sidney e fez planos para um casamento no templo. Para Alexander e Rachel, seu selamento no templo representa o compromisso e uma promessa de que trabalharão para construir juntos um casamento eterno.

9. A VERDADEIRA AMIZADE


A Verdadeira Amizade


A Verdadeira Amizade

Todos precisamos de amigos. Porém, para receber amizade, precisamos dar amizade. Eis aqui algumas idéias de como podemos demonstrar a verdadeira amizade:
  • Concentre-se nas outras pessoas. Embora seja tentador falar sobre si, tente prestar atenção no que os outros têm a dizer. As pessoas adoram falar sobre si mesmas e coisas maravilhosas acontecem quando você faz perguntas e escuta.
  • Diga o que tem em mente e seja sincero no que disser. Antes de perguntar “Como vai?” ou de tentar fazer um elogio, assegure-se de que esteja sendo sincero. As pessoas sabem quando alguém não está sendo sincero. (Ver II Coríntios 1:12.)
  • Procure o lado bom .As falhas das pessoas são mais fáceis de serem notadas do que as qualidades. Se você se surpreender pensando coisas negativas sobre alguém, procure substituir esses pensamentos por outros que sejam positivos.
  • Defenda a verdade. É importante defendermos aquilo que sabemos ser certo por meio de nossas ações, palavras e atos. Se não abrirmos mão de nossos padrões, os outros saberão que esperamos que eles não abram mão dos deles.
  • Sirva ao próximo. Quanto mais servimos, mais amamos. O Élder Joseph B. Wirthlin, do Quórum dos Doze Apóstolos, disse: “A compaixão de amigos que se assemelham a Cristo toca-nos profundamente e muda nossa vida”. (Companheiros Valiosos, A Liahona , janeiro de 1998, p. 36)
  • Lembre-se da Regra de Ouro. Simples quanto possa parecer, o fazer aos outros o que queremos que façam a nós realmente funciona. (Ver Mateus 7:12.) Demonstre às pessoas o seu amor sendo respeitoso e amável com elas.
  • Olhe os outros através dos olhos de Cristo. Devemos aprender a amar os outros como Jesus Cristo nos ama. Lembre-se que “o amigo ama o tempo inteiro”. (Provérbios 17:17)
Kristi McLane é membro da Ala 61 da BYU, Segunda Estaca da Universidade Brigham Young.

10. PERMANECER PUROS

               Razões para Permanecer Puros




 ÉLDER NEAL A. MAXWELL Do Quórum dos Doze Apóstolos 




 As bênçãos da obediência são lindas. A desobediência mutila espiritualmente. O poder de escolher é seu. Vou procurar abordar de maneira um pouco diferente o grupo básico de padrões relacionados à castidade antes do casamento e à fidelidade após —todos são parte do severo, porém doce sétimo mandamento, talvez o menos popular dos Dez Mandamentos. Embora não seja um assunto comum nos nossos dias, o sétimo mandamento é uma das leis de Deus, aquela a que menos se presta atenção, mas mesmo assim uma das mais necessárias. O mundo não se preocupa muito com o cumprimento desse mandamento, desde que a pessoa seja digna de admiração em algum outro aspecto. Uma vez que abandonam o terreno seguro da obediência como princípio, muitas pessoas acabam adotando uma forma de ser “conveniente”. Mas a imoralidade é tão inconveniente! Como discípulos, não podemos desistir. Recebemos os mandamentos de sermos castos antes do casamento, sermos fiéis ao cônjuge após e também de guardarmo-nos do homossexualismo. Fomos instruídos inclusive contra os perigos da falta de castidade mental. (Ver Mateus 5:28.) As tendências de uma época específica não podem alterar as leis eternas de Deus, nem podemos nós ceder [aos modismos]. A Eternidade Começa Agora Há muito tempo que acredito que no cerne de algumas das doutrinas mais difíceis, bem no seu âmago, estão as maiores verdades e os princípios mais preciosos. Todavia, esses princípios não podem ser descobertos por acaso ou de modo irreverente. A obediência traz, além das bênçãos, conhecimento adicional. Pedro prometeu que a obediência aos princípios corretos acelera o conhecimento. (Ver II Pedro 1:8.) É isso que ocorre com o sétimo mandamento. Por exemplo, Alma disse que devemos dominar nossas paixões para que nos enchamos de amor. (Ver Alma 38:12.) Se essas paixões fossem realmente amor, elas não precisariam ser substituídas pelo amor. O Senhor (em uma revelação ao Profeta Joseph Smith, em 1839) vinculou a “caridade para com todos os homens” à necessidade de permitir que a virtude adorne nossos pensamentos incessantemente. (D&C 121:45) Na parábola do semeador, Jesus falou daqueles que poderiam mudar para melhor mas que não o fazem devido às ambições por outras coisas que, na realidade, “sufocam a palavra”. (Marcos 4:19) Esse sufoco ocorre porque a carnalidade limita seriamente o espírito. Ao ponderar sobre o sétimo mandamento, compreendemos que estamos lidando também com algo de significado transcendental e eterno. Lemos em Provérbios que “O que adultera com uma mulher, é falto de entendimento ; aquele que faz isso destrói a sua alma”. (Provérbios 6:32, grifo do autor) Há certas conseqüências da imoralidade sexual que simplesmente não conseguimos mensurar completamente, mas que são muito reais—embora invisíveis. Paulo escreveu a respeito das coisas que não se vêem, mas que são eternas. (Ver II Coríntios 4:18.) Muito francamente, irmãos e irmãs, devemos preparar-nos agora para viver em um mundo melhor. Esta vida é de suprema importância, mas ela é tão breve. E, se nos adaptarmos rapidamente demais às coisas deste mundo fraco e fugaz, essa adaptação nos tornará mal- ajustados para a vida que vem a seguir—uma vida que durará para sempre. Não é de admirar que aqueles que quebram esse mandamento “são faltos de entendimento”. Três Boas Razões Há, sem dúvida, algumas preocupações relativas ao sétimo mandamento que compartilhamos com o mundo. Tanto no reino quanto no mundo há o desejo de evitar a doença que freqüentemente acompanha a falta de castidade e a infidelidade. Um segundo ponto de convergência é o de evitar a gravidez em mães solteiras. Infelizmente, a “solução final” do mundo é o aborto. O aborto, da mesma forma que a falta de castidade, produz, como disse Jacó tão eloqüentemente, condições nas quais muitos corações perecem “traspassados por profundas feridas”. (Jacó 2:35) Escutem os lamentos em forma de perguntas feitas a mim por uma jovem mãe que sofreu dois abortos: “Fico pensando sobre os espíritos daqueles [filhos] que abortei—se eles estavam lá, se foram magoados. Em ambas as vezes, eu tinha menos de três meses de gravidez, mas uma mãe sente a vida antes de sentir o feto mover-se. Imagino se estão perdidos ou sós. Pergunto-me se eles algum dia terão um corpo. Será que algum dia terei a oportunidade novamente de trazer aqueles espíritos de volta como meus?” Pungentemente, irmãos e irmãs, “iniqüidade nunca foi felicidade”. (Alma 41:10) Uma terceira preocupação parcialmente compartilhada com o mundo é que a imoralidade sexual afeta negativamente o casamento e a vida familiar, aumentando mais rapidamente o número de divórcios. Felizmente, as razões do Reino para guardarmos o sétimo mandamento vão muito além dessas três preocupações, apesar de serem elas muito reais. As Melhores Razões A principal razão de obedecermos a todas as leis de castidade é a de guardarmos os mandamentos de Deus. José entendeu isso claramente quando resistiu aos avanços da predadora esposa de Potifar (Ver Gênesis 39:9.) José, que claramente mencionou sua lealdade a seu empregador, Potifar, concluiu dizendo: “Como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” A obediência de José foi um ato de lealdade múltipla—para consigo mesmo, com sua futura família, com Potifar, com Deus e, claro, mesmo com a mulher de Potifar! Outra forte razão para a obediência é que a quebra do sétimo mandamento expulsa o Espírito Santo de nossa alma e perdemos essa companhia de imenso valor, porque Ele não pode habitar em uma alma pecadora. E sem a ajuda do Espírito Santo, tornamo-nos menos úteis, menos sensíveis, menos funcionais e menos amorosos para com os outros seres humanos. O Verdadeiro Amor A imoralidade sexual é também perigosa porque ela nos torna insensíveis. A lascívia pode, ironicamente, modificar aqueles que se alegram em sua capacidade de sentir emoções, fazendo-os perder a habilidade de sentir. Eles tornam-se, nas palavras de três diferentes profetas, de três dispensações distintas, “insensíveis”. (Ver Efésios 4:19; 1 Néfi 17:45; Morôni 9:20.) A Expiação veio através da obediência e da caridade, não de uma forma menor de amor. Ela foi o ato mais altruísta e significativo em toda a história humana, enquanto que a imoralidade, ao contrário, incansavelmente reforça o egoísmo—que já existe no mundo em proporções epidêmicas. O verdadeiro amor é o principal atributo dos dois grandes mandamentos—dos quais toda a lei depende! Portanto, confundir a verdadeira natureza do amor é o mesmo que não compreender a vida. Quebrar a [lei da] castidade em nome do amor é destruir algo precioso a fim de, erroneamente, celebrar a sua existência. Quando perdemos nossa capacidade de sentir, é porque destruímos a sensibilidade da alma. Outra razão ainda primordial pela qual necessitamos guardar o sétimo mandamento é que a falta de castidade faz diminuir a auto-estima, porque estamos pecando contra nossa natureza e contra o que somos (Ver I Coríntios 6:18;19.) Na minha opinião, estamos também quebrando promessas feitas previamente no mundo pré-mortal. Esse pecado tem sérias conseqüências também sobre outras pessoas. As dezenas de milhares de jovens que estão vivendo juntos sem se casar representam uma ruptura enorme no modo de vida familiar. As duras conseqüências dessa ruptura sobre nosso ambiente social ainda se farão sentir nas próximas gerações. Ser Livre Estas e outras preocupações vão muito além da inquietação que o mundo tem em relação às doenças e à gravidez. No entanto, a Igreja deve ser resolutamente, como Paulo afirmou, “a coluna e firmeza da verdade”. (I Timóteo 3:15) A Igreja preocupa-se também com uma das mais elevadas dimensões da liberdade, que é sermos livres do pecado. Paulo disse: “Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”. (II Coríntios 3:17) Jesus disse: “A verdade vos libertará”. (João 8:32) Quando pensamos nesse imenso e coerente número de motivos, podemos compreender porque não se trata apenas de retórica recorrente quando os profetas, como Mórmon, ensinam que a perda da castidade é a perda daquilo que é mais caro e precioso do que tudo. (Ver Morôni 9:9.) E por quê, muitas vezes ao longo da história, os autores das escrituras, observando a decadência de seus respectivos povos, compararam o amadurecer em iniqüidade à propagação da fornicação e do adultério? (Ver Helamã 8:26.) Como Encontrar a Nós Mesmos Negando-nos totalmente a certos desejos, governando nossos apetites e perdendo-nos no serviço—nós nos encontramos. (Ver Alma 39:9, 3 Néfi 12:30.) Simplesmente não podemos fazer diferença no mundo se formos exatamente como as pessoas que estão perdidas por aí. Lembrem-se que, se o sal perder o seu sabor! (…) (Ver Mateus 5:13.) Temos que resistir aos modismos errôneos do mundo. A décima terceira regra de fé não diz que cremos em todas as coisas que são populares, estão na moda, são vis ou sensuais e que nós as buscaremos. Em vez disso, ela proclama: “Cremos em ser honestos, verdadeiros, castos, benevolentes, virtuosos e em fazer o bem a todos os homens”. (Regras de Fé 1:13) E esses atributos são mutuamente dependentes. Outra conseqüência da imoralidade sexual e sua capacidade de dessensibilização é que ela rouba das pessoas a esperança. Ao sentir esvaírem-se as esperanças, o desespero rapidamente se introduz, pois, como disse um profeta: “o desespero vem por causa da iniqüidade”. (Morôni 10:22) Dez Sinais de Alerta Em conclusão, meus conselhos para vocês estão contidos nessas 10 outras observações: 1. Resistam aos argumentos do mundo e irão descobrir que, se permanecerem firmes, outros os seguirão—alguns até de forma surpreendente. Como disse Paulo: “Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”. (II Coríntios 3:17) Nem homens nem mulheres podem ser verdadeiramente livres se seu comportamento os faz perder o Espírito. 2. Do mesmo modo que você não deixaria os outros andarem pela sua casa com os pés sujos de lama, não os deixe andar com os pés enlameados em sua mente. 3. Estabeleça um elo forte na corrente da castidade e da fidelidade familiar, para que essa tradição prossiga de avós, pais a filhos e assim por diante em sua posteridade. Estar dessa forma ligados através de elos eternos da melhor qualidade é afirmar, através de suas ações, que você acredita nos mandamentos apesar do que ocorre no mundo ao seu redor. 4. Não se associe com fornicadores—não porque você seja bom demais para eles, mas porque você não é bom o bastante. Lembre-se que situações constrangedoras podem desgastar até mesmo os melhores. José teve, ao mesmo tempo, bom senso e boas pernas para fugir da mulher de Potifar. 5. Hoje em dia, assim como existe o tradicional e egoísta predador masculino, existe também a egoísta predadora feminina. Ambos, impulsionados pelo apetite, têm uma noção errônea de liberdade—o mesmo tipo de liberdade vazia que Caim obteve (após quebrar o mandamento, matando seu irmão, Abel), quando, ironicamente, disse: “Estou livre”. (Moisés 5:33) 6. No caso de erros já cometidos, lembrem-se que temos o glorioso evangelho do arrependimento. O milagre do perdão aguarda a todos os que estiverem seriamente entristecidos e que estejam dispostos a seguir os passos necessários. Lembrem-se, entretanto, que essas são situações nas quais a alma deve primeiro sentir intenso remorso, pois somente através de uma limpeza real pode ocorrer a cura verdadeira. Todavia, a trilha do arrependimento está à disposição. 7. Quando surgir o impulso de fazer o que é errado, ajam contrariamente ao impulso enquanto esse ainda é fraco e a vontade [de resistir] ainda é forte. Tratar os impulsos levianamente fará com que eles aumentem e a resistência enfraqueça. A lei de Parkinson também se aplica à tentação. Ou seja, a tentação expande-se a fim de preencher o tempo e o espaço disponíveis para ela. Mantenham-se “ocupados zelosamente” (D&C 58:27) com boas coisas. 8. Sabendo que os padrões comportamentais da nossa Igreja são diferentes, liguem esse fato com o que vários profetas nos têm dito sobre desprezar a desaprovação ou a vergonha do mundo. Não devemos desprezar as pessoas do mundo, mas devemos amá-las. Todavia, devemos desenvolver desprezo pela vergonha do mundo, porque, no final, ela importa pouquíssimo. 9. Lembrem-se que aqueles que estão no erro não devem marcar o ritmo de sua vida, pois aqueles que se gabam de suas conquistas sexuais estão apenas jactando-se daquilo a que se renderam. Podemos ter pena dos clones comportamentais, mas não os invejamos. 10. Meus jovens amigos, na sua preocupação com a justiça, lidem consigo mesmos de maneira justa. Há um versículo do Livro de Mórmon que é muito significativo e que descreve um antigo líder político com as seguintes palavras: “E ele fez justiça ao povo, mas não a si mesmo, por causa de sua extrema devassidão”. (Éter 10:11) Conseqüências e Bênçãos Tentei descrever para vocês algumas das conseqüências da imoralidade: Antibióticos em vez de abstinência, pílulas em vez de filhos, parceiros em vez de cônjuge, filhos de pais solteiros, além de velhas perversões mascaradas de novas emoções. Preciso agora dizer, entretanto, que, no que concerne ao sério mas doce sétimo mandamento, a obediência é também a entrada. Ao evitar os males e conseqüências da falta de castidade, obtemos também entrada e acesso às bênçãos que sempre acompanham os que guardam os mandamentos. Moisés prometeu à antiga Israel que se eles guardassem os mandamentos, “E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão”. (Deuteronômio 28:2) As bênçãos que se seguem e outras “virão sobre ti, e te alcançarão” se guardares o sétimo mandamento. 1. Guardar o sóbrio sétimo mandamento no seu sentido completo produzirá as bênçãos de estarmos em harmonia com a lei divina e com o Senhor. 2. Essa obediência também trará a bênção da identidade por estar em harmonia com o nosso potencial de sermos tudo o que podemos. O evangelho ajuda-nos a pensar em nós mesmos não apenas como somos neste momento, mas como temos a capacidade de tornar-nos. 3. A obediência ao sétimo mandamento trará a bênção específica e merecida da auto-estima. 4. A observância desse mandamento nos abençoa libertando-nos do apetite, que pode ser a mais opressiva de todas as tiranias 5. Também virá a bênção de não nos perdermos no sentimento corrosivo da culpa com toda sua racionalização improdutiva e com o retraimento da autopiedade que impede a extroversão do serviço genuíno. 6. Aprendemos também a reconhecer a bênção do arbítrio ampliado ao aprendermos a agir sabiamente por nós mesmos em vez de meramente agir pelo impulso do apetite, sendo essa capacidade uma dimensão essencial da liberdade. (Ver 2 Néfi 2:26.) 7. Existe ainda a significativa bênção do impulso pessoal em direção à retidão que sempre advém quando praticamos a tomada de decisões na qual, além de rejeitarmos o mal, ainda escolhemos o bem. Não basta atingirmos o ponto de inércia comportamental, no qual não mais sentimos prazer no pecado; precisamos ter fome e sede de retidão. 8. Além de tudo isso, existe a bênção importantíssima da inocência da alma que leva à integridade pessoal e à franqueza intrépida. Como podemos tornar-nos “uma só carne” (Mateus 19:5) no casamento se, ao entrarmos nesse convênio sagrado, estivermos divididos? Castidade, integridade e serenidade—essas são bênçãos interdependentes e inexprimíveis. Meus jovens amigos, os desvios em relação aos mandamentos de Jesus Cristo são uma depreciação da nossa postura cristã pessoal. Portanto, a obediência ao sétimo mandamento é parte do caráter do verdadeiro cristão. Quando Deus, o Pai, apresentou Seu Filho, Jesus Cristo, ao jovem Profeta Joseph Smith, Suas primeiras palavras foram: “Este é Meu Filho Amado. Ouve-O”. (Joseph Smith—História 1:17) Desde aquele tempo, esta Igreja e seus profetas têm-NO ouvido sempre—inclusive o que Ele tem a dizer sobre castidade e fidelidade! Adaptado de um artigo d’ A Liahona, maio de 1981, pp. 30–36. O verdadeiro amor é o atributo primordial tanto do primeiro quanto do segundo mandamento. Não compreender a verdadeira natureza do amor é não compreender a vida. Ser impuro, em nome do amor, é destruir algo precioso. Razão 1: As bênçãos de estar em harmonia com a lei divina e com o Senhor. Razão 2: A bênção de estar em harmonia com o nosso próprio potencial de auto-realização espiritual. • Resista à retórica do mundo. Se você resistir, outros também o farão. • Do mesmo modo que você não deixaria os outros andarem pela sua casa com os pés sujos de lama, não os deixe andar com os pés enlameados em sua mente. Razão 3: A bênção específica e merecida da auto-estima. Razão 4: A bênção da libertação da tirania do apetite. • Aqueles que são dominados pelo apetite têm um falso senso de serem livres. É uma liberdade vazia. • No caso de erros já cometidos, lembrem-se que temos o glorioso evangelho do arrependimento. O milagre do perdão aguarda a todos os que estiverem seriamente entristecidos e que estejam dispostos a seguir os passos necessários. Razão 5: A bênção de não nos perdermos no sentimento corrosivo da culpa. Razão 6: A bênção do arbítrio ampliado ao aprendermos a agir sabiamente por nós mesmos em vez de meramente agir pelo impulso do apetite. • Quando surgir o impulso de fazer o que é errado, ajam contrariamente ao impulso enquanto esse ainda é fraco e a vontade [de resistir] ainda é forte. Razão 7: A bênção do impulso pessoal em direção à retidão que sempre advém quando praticamos a tomada de decisões na qual, além de rejeitarmos o mal, ainda escolhemos o bem. Razão 8: A bênção da inocência da alma que leva à integridade pessoal e à franqueza intrépida. • Temos que resistir aos modismos errôneos do mundo. Aqueles que se gabam de suas conquistas sexuais estão apenas jactando-se daquilo a que se renderam. • Estabeleça um elo forte na corrente da castidade e da fidelidade familiar, para que essa tradição prossiga de avós, pais a filhos e assim por diante em sua posteridade.